Inovação, Marketing, Tecnologia

Inovação e tecnologia impulsionam mercado jurídico

Inteligência artificial, análise preditiva e novos empregos já são realidade no mercado jurídico. Isso foi o que mostrou a 2ª Conferência Internacional Governança da Informação para o Mercado Jurídico, realizado em São Paulo, em 29 de maio.

O evento reuniu profissionais de escritórios e departamentos para discutir o futuro do setor. Richard Susskind, presidente da Society for Computers and Law, e autor de renomados livros como “Os Advogados do Amanhã” e “O Futuro do Direito”, em sua primeira visita ao Brasil, abriu o congresso falando sobre o que podemos esperar para o futuro da profissão.

Os grandes desafios desta área estão ligados à transformação digital, que está causando fortes impactos e remodelando o formato de trabalho. Antes, os departamentos jurídicos e escritórios, conhecidos pelas pilhas de papel e sua enorme burocracia que tornava a resolução dos processos mais lenta, agora começa a se transformar com a adesão da tecnologia para mais eficiência e agilidade.

Embora um cenário de evolução na área, muitos escritórios ainda resistem a essas transformações. “Vocês estão no século passado”, provocou Josie Jardim, atual diretora jurídica da Amazon no Brasil. “Para quem acredita que os escritórios vão estar aqui em dez anos, desse mesmo jeito, eles não vão. Vem aí uma geração que não está interessada no status quo, que desistirá de perguntar em um escritório e vai perguntar em comunidades procurando soluções, fazendo com que vocês percam clientes”, afirmou.

Soluções como a inteligência artificial, por exemplo, garantem mais agilidade na resolução de processos. Mas essas tecnologias também exigem que os profissionais tenham um planejamento e preparo para que seu uso seja efetivo.

“Fazer a utilização de dados pode melhorar as decisões estratégicas. No entanto, este uso vai depender do nível de retenção da informação de cada empresa”, afirmou Claudio Bernardo, arquitetos de soluções do Grupo Benner. A necessidade de investimento em tecnologia também foi abordada. Segundo Antonio Maia, fundador da Tikal Tech, é preciso cuidados com o treinamento das máquinas, para que, de fato, a inteligência artificial possa beneficiar o advogado. “Mas para aumentar o índice de acertos é preciso grandes investimentos”, finalizou.

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