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Entenda a importância do branding jurídico para diferenciação dos escritórios

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Ter um branding jurídico forte pode fazer com que um escritório se destaque perante seus concorrentes e seja posto em evidência. Uma gestão de marca estratégica contribui para que o público tenha uma percepção positiva acerca do negócio. É possível realizá-la na advocacia dentro das limitações do Código de Ética e Disciplina da OAB.

Veja qual a importância do branding jurídico para a diferenciação dos escritórios de advocacia e saiba como investir na boa imagem perante o público-alvo.

O papel do branding jurídico

Advogados com vasto e invejável currículo não bastam para o sucesso de um escritório de advocacia. Ter uma equipe qualificada é somente um dos fatores que contribuem para o crescimento de um negócio. Mas nada adianta contar com o gabarito desses profissionais se o escritório de advocacia não for visto.

Neste ponto, os administradores devem trabalhar sua gestão de forma estratégica no sentido de construir uma boa percepção sobre sua marca. O investimento em branding jurídico se torna fundamental para gerar reputação e reconhecimento desses profissionais qualificados que integram o escritório de advocacia.

Mas é preciso atenção. Essa estratégia de marketing no Direito deve ser coerente, o que implica a construção de uma referência única para todos os stakeholders do escritório. Isso contribui para criar uma imagem coesa e uma identificação imediata sobre o negócio, que também servirá para diferenciar o escritório de advocacia dentro do mercado.

O branding jurídico como objeto de diferenciação dos escritórios

A marca jurídica de um escritório, para se destacar perante seus concorrentes, deve ser pensada por aqueles que têm uma visão empreendedora. Serão eles os responsáveis por planejar as ações relacionadas à divulgação, que demonstrarão o valor do escritório ao público alvo.

Não sem razão, o branding jurídico é um objeto de diferenciação dos escritórios. Para Bru de Figueiredo, Consultora de Branding, o destaque no mercado depende de, primeiramente, olhar para dentro.

“É preciso refletir e buscar respostas próprias e honestas a perguntas essenciais como ‘o que nos move’, ‘quais são nossas crenças’, ‘quais nossas competências’, ‘qual é nossa posição frente aos assuntos mais relevantes do nosso mercado’. A partir dessas respostas, a empresa começa a entender melhor quem é e aí pode fazer checagens de realidade em relação a seus públicos estratégicos, inclusive definindo seus focos”.

Em outras palavras, é preciso ter consciência do negócio para construir valor de forma consistente, o que permite aprofundar nas relações feitas com os profissionais, os clientes e os parceiros do escritórios.

Limitações impostas pelo Código de Ética da OAB

O Código de Ética e Disciplina da OAB não pode servir de escudo para justificar uma gestão ineficiente do branding jurídico. Os sócios ou administradores devem, porém, ter conhecimento acerca das limitações impostas pelas normas da Ordem. Dentre as ações proibidas na hora de fazer publicidade na advocacia, estão:

  • Fazer publicidade por meio de rádio ou televisão, em locais de utilização pública, em paredes de edifícios ou em eventos estranhos à área jurídica (culturais, esportivos, artísticos);

  • Pronunciar-se desrespeitosamente sobre seus colegas de profissão ou instituições

  • Promover-se em manifestação pública;

  • Utilizar cores excêntricas na placa do escritório de advocacia, dizeres imperativos de comércio, nomes de fantasia ou fotos de órgãos públicos;

  • Fazer contratos impessoais;

  • Realizar publicidade vinculada ao possível resultado de uma causa ou ao lado de ofertas e objetos estranhos à advocacia (serviços e produtos de consumo, calendários, canecas e chaveiros);

  • Divulgar forma de pagamento, valor dos serviços, gratuidade ou serviços advocatícios em conjunto com outra atividade;

  • Anunciar em catálogos profissionais ou empresariais;

  • Oferecer serviços por e-mail, mensagens de celular, fax e BIP.

Perceba que boa parte das proibições são tentativas de coibir publicidades que podem levar o público-alvo ao erro. O que é uma das premissas básicas do branding jurídico, que se preocupa em passar uma imagem fiel do serviço oferecido.

O branding jurídico, como um processo de construção e gestão de marca do escritório de advocacia, permitirá a diferenciação no mercado a partir de uma conexão emocional e um relacionamento de fidelização com o público-alvo. Ao agregar valor à marca, agrega-se valor ao negócio. O resultado é um só: expansão pela prospecção de clientes.

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