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Hiperconectividade

Como a advocacia pode tirar vantagem da hiperconectividade?

Confira no artigo da Dra. Cindia Moraca como a era da conexão pode ser vantajosa para os profissionais do Direito.

Por: Cindia Moraca*

Quem ainda não criou o hábito de acordar e olhar as notificações do celular? Quem sai de casa sem ler as notícias nos grandes portais ou responder emails e mensagens nos aplicativos? O termo hiperconectividade não consta dos dicionários, mas, foi criado pelos cientistas sociais canadenses Anabel Quan-Haase e Barry Wellman e se traduz pelo uso de diversos tipos de plataformas digitais ao mesmo tempo.

Inicialmente, é natural que vejamos os malefícios do excesso de tecnologia na vida pessoal e profissional, mormente para a advocacia, que precisa administrar estudo constante, captação regular de clientes, prazos, audiências e marketing jurídico, além de lidar com o acesso dos clientes a mais informações, exigindo mais atenção de seus patronos.

A hiperconectividade pode gerar ansiedade e perda de foco, pode diminuir a produtividade e estimular a procrastinação em razão do uso indiscriminado dos dispositivos e aplicativos, especialmente das redes sociais, que hoje consomem boa parte do tempo da sociedade como um todo e alimentam, de forma insalubre, a competitividade entre os indivíduos, podendo até prejudicar a Reputação Digital, tanto que, muito já se discute sobre o Direito de Desconexão.

Entretanto, com cautela e organização, a tecnologia pode ser uma aliada e trazer diversos benefícios, a exemplo dos softwares para controle dos prazos e aferição da jurimetria nos escritórios, aplicativos que facultam estabelecer horários para as consultas feitas pelos clientes, plataformas que possibilitam o acesso à conciliação entre as partes, a própria Internet das Coisas, que viabiliza a comunicação entre os dispositivos, além da grande vantagem de facilitar à advocacia publicizar seu trabalho dentro do regramento ético.

De maneira simples, podemos controlar a hiperconectividade adotando medidas gradativas, por exemplo:

  • - planejar o dia, fazendo uma lista de tarefas e agendando os compromissos, mesmo os mais pessoais (beber água, almoçar, alongar, etc), até aqueles inadiáveis (reuniões, audiências, prazos, etc);
  • - estabelecer períodos para focar na produtividade, fechando os aplicativos e redes sociais no computador e colocando o celular no modo avião;
  • - repensar o uso do email e a rotina de responder mensagens, estabelecendo horários e o tempo que usará para realizar essa tarefa;
  • - adotar uma ferramenta de gestão jurídica para auxiliar no controle e organização da sua rotina, conforme a demanda do seu escritório.

De fato, a hiperconectividade pode ser um fator preocupante para a sociedade, porém, para a advocacia 4.0, nem tudo é prejudicial. Ajustando a dose, a tecnologia agiliza o trabalho, favorece a comunicação, contribui para a descoberta de dados e informações úteis, bem como, abre novos campos de pesquisa e atuação para o profissional que se mantém atualizado.

*Cindia Regina Moraca é Advogada Civilista e Familiarista, Pesquisadora especialista em Reputação Digital e Marketing Jurídico. Presidente da Comissão Especial de Direito das Artes da OABSP, Coordenadora de Mídias Sociais do Movimento Mulheres com Direito.

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