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Como definir métricas de avaliação dos prestadores de serviços jurídicos

Como os departamentos jurídicos podem entregar melhores resultados com menos custos para as empresas? A resposta, em muitas situações, está na contratação de prestadores de serviços externos. Sabe-se, porém, que o gestor do departamento precisa ter um olhar atento e aproximado ao trabalho que está sendo realizado por essa banca externa.

Para Márcia Muniz, diretora jurídica da Cisco no Brasil, é preciso ter uma maior interação entre esses atores, para haja compreensão dos desafios mútuos. “O mundo do advogado externo e do gestor jurídico é muito diferente. Um precisa entrar no universo do outro”, pondera a advogada.

É preciso ter em mente que os resultados positivos só aparecem se as métricas e indicadores forem estabelecidos consoantes os objetivos empresariais. O fornecedor do serviço, se entendê-los, consegue estabelecer o nível do trabalho a ser entregue.

Uma boa forma de fazer esse acompanhamento aproximado é utilizando métricas para estabelecer os indicadores.

Como definir as métricas e indicadores?

O departamento jurídico, nas reuniões de equipe, define as métricas que adotará para medir seu resultado operacional. Para tanto, é preciso considerar quais os objetivos a serem alcançados.

A partir das métricas, são definidos os indicadores de desempenho. O gestor deve ser capaz de balancear o que é preciso avaliar de acordo com o perfil da banca externa. Se ela trabalha apenas com a gestão do contencioso, os indicadores estabelecidos serão diferentes do que se envolvesse consultoria.

Após a definição das métricas, o gestor pode definir indicadores de desempenho para avaliar os prestadores de serviço externos. Os mais comuns são:

  • Relação entre processos abertos e encerrados;
  • Ticket médio dos processos encerrados;
  • Tempo de resposta do escritório ou do advogado externo;
  • Rigorosidade dos prazos;
  • Entrega com precisão das faturas para a empresa;
  • Proatividade da banca externa em apontar problemas.

Sobre este último, a executiva da Cisco aponta que ele pode servir como um excelente subsídio para as decisões de gestores. “Vejo indicadores dos escritórios e pego o feedback. O que o advogado devolve mostra o que a empresa não está fazendo para ajudar na diminuição de casos e potenciais problemas”, diz Muniz.

Para Marcelo Guedes, Presidente da Associação Brasileira de Jurimetria, “nas estratégias privadas, os indicadores de desempenho auxiliam as empresas a monitorarem a atuação de prestadores de serviços externos, servindo, ainda, como referência para a criação de metas de desempenho e remuneração variável. Além disso, eles auxiliam o gestor a alocar a força de trabalho de seus colaboradores de acordo com as suas capacitações, extraindo melhores resultados”.

A presença de métricas e indicadores para avaliar os serviços prestados por escritórios de advocacia e advogados externos é fundamental para uma boa gestão do departamento jurídico. O resultado para a empresa é muito positivo, uma vez que ela terá previsibilidade e conseguirá planejar a longo prazo suas estratégias.

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