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Como o escritório deve fazer a contratação do advogado?

Para fazer uma boa contratação para ampliar ou renovar o corpo técnico de um escritório de advocacia, é preciso cuidado e atenção. O gestor deve ter bem definidas as atribuições deste novo profissional, levando em conta as exigências do cargo e as funções da vaga.

Outro ponto importante é ter cuidado com o regime de contratação e de remuneração, levando em conta todas as peculiaridades da advocacia.  Lara Selem, sócia da Selem Bertozzi Consultoria, explica que o advogado pode trabalhar de diversas formas em um escritório: CLT, prestação de serviços, correspondente ou sociedade.

“O norte da contratação está muito ligado à estratégia do escritório e ao modelo de negócio. Um escritório de advocacia de volume, por exemplo, necessita muito mais de profissionais que precisam cumprir horário, em uma subordinação clara”, diz.

Ela explica que o modelo celetista é o mais indicado. No entanto, os escritórios-boutique podem optar por novos sócios para fazer crescer o negócio.

A remuneração também é uma importante questão. Selem recomenda que cada caso seja avaliado de acordo com a forma de contratação. “No caso de profissionais que cumprem o regime de CLT, há o piso da categoria, o que gera um enquadramento. Para advogados celetistas, o escritório pode optar por oferecer participação nos lucros, mas isso depende de decisão do conselho de sócios. Já os advogados associados, por serem autônomos e geralmente externos, são prestadores de serviço”, afirma Selem.

Os escritórios que precisam atender a uma demanda pontual, podem contar com a contratação de advogados correspondentes, que pode ser mais efetivo. “Um exemplo desse tipo de contratação é quando o escritório tem um overbooking de audiências. Se faz necessário, então, contar com profissionais autônomos externos para ajudar a resolver essa demanda”, conta.

A formalização é imprescindível para evitar problemas para ambas as partes. Independente do regime de contratação, a especialista recomenda que a contratação seja formalizada, “inclusive com registro na seccional da OAB do estado-sede do escritório, no caso de associados. Isso traz maior segurança tanto para o escritório como para o próprio profissional”, completa.

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