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15ª Fenalaw

Inclusão racial é discutida em plenária de encerramento da Fenalaw

O Brasil conta, atualmente, com cerca de 1 milhão de jovens negros nas universidades que precisam ser absorvidos pelo mercado de trabalho, inclusive pelos escritórios de advocacia espalhados pelo país. Foi o que defendeu José Vicente, advogado, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares e comentarista do Jornal da TV Cultura, durante a plenária de encerramento da Fenalaw realizada nesta sexta-feira (26/10).

Na ocasião, o profissional fez uma análise sobre as políticas públicas lançadas em prol da inclusão racial, como as cotas para alunos negros em universidades públicas (estabelecidas agora de acordo com a representatividade da raça negra no local onde se encontra a instituição de ensino), assim como as cotas de trabalho para negros estabelecidas no serviço público federal, Ministério Público, Poder Judiciário e Forças Armadas. “Do lado do governo, nós andamos e fechamos o ciclo, mas quando olhamos para a sociedade e o ambiente corporativo, inclusive o jurídico, nós vemos a descompensação e a dificuldade que é levar esse tema para dentro desses espaços. Afinal, chegamos ao absurdo de ver escritórios com 500 advogados onde nem o copeiro é negro, que dirá o sócio”, afirmou.

Uma das alternativas encontradas para mudar esta realidade é a Iniciativa Empresarial da Igualdade Racial, projeto que se estrutura em cima de ações simples, “como reunir pessoas que tenham interesse nesse tipo assunto, principalmente os grandes dirigentes, para que se constitua um exército do bem, capaz de levar o valor da igualdade para dentro das empresas e fazer as intervenções necessárias para que os números sejam melhorados. Temos, atualmente, 70 empresas aderentes ao projeto que estão se debruçando com muito rigor sobre o tema.”

Ao longo de sua apresentação, Vicente também fez uma crítica ao muro do viés inconsciente que estimula, em grande parte, a inclusão racial. “Trata-se de um nome bonitinho para o racismo. Se não o derrubarmos, estaremos cometendo mais um crime à humanidade, o primeiro foi a escravidão”, concluiu.

 

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