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Inteligência Artificial no mercado jurídico já é realidade

Robôs de automação e legaltechs são termos que passaram a fazer parte do cotidiano do mercado jurídico. Se, antes, a tecnologia se limitava às questões pertinentes ao processo eletrônico, hoje, já podemos falar em Inteligência Artificial aplicada à operação do Direito.

Existe uma mistura de temor e fascínio, mas não há como negar os benefícios que ela traz para o ambiente legal. Confira!

Os benefícios da Inteligência Artificial no mercado jurídico

A Inteligência Artificial modificará a atuação de todo o mercado jurídico e beneficiará seus operadores. Para Marcelo Guedes Nunes, Presidente da Associação Brasileira de Jurimetria e Professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a jurimetria é uma das grandes vantagens: “a difusão da Jurimetria, fundamento metodológico da inteligência artificial aplicada ao direito, tem a preocupação em avaliar as consequências reais das decisões jurídicas, o que é muito positivo”.

Além da difusão, podemos apontar a agilidade, a melhor fundamentação das decisões e a redução de gastos.

Agilidade na resolução dos processos

Elaboração de peças semelhantes, armazenamento de processos, contato com o cliente. Existem muitas tarefas burocráticas no mundo jurídico que demandam atenção dos profissionais. Entretanto, a Inteligência Artificial é uma solução bastante adequada para resolver essas atividades diárias e repetitivas.

Um robô de automação, que é uma das tecnologias da IA, pode cadastrar processos em lotes, capturar processos de forma automática dos tribunais e registrar seus andamentos no sistema do escritório e no do cliente. Isso contribui para que as tarefas sejam feitas com mais agilidade, enquanto os profissionais podem se dedicar às atividades-fim.

Além disso, a Inteligência Artificial no mercado jurídico facilita o monitoramento e a análise de resultados. Se um advogado demora 4 horas para escrever uma peça, o robô não leva mais do que 5 minutos. Basta que ele entenda os padrões dos argumentos utilizados em cada caso para elaborar uma peça bem fundamentada em doutrina e jurisprudência.

Esse é o papel do “Ross”, advogado virtual. Desenvolvido na Universidade de Toronto (Canadá), e baseado em serviços de computação da IBM, ele se conecta ao banco de dados de processos judiciais para dizer, em alguns segundos, quais documentos são necessários e relevantes para o caso.

Mediação

A Inteligência Artificial no mercado jurídico trouxe uma boa solução para o abarrotamento do Judiciário: as legaltechs de mediação. Elas fazem a mediação de disputas entre empresas e consumidores. Por meio de um software que avalia todos os interesses envolvidos, há uma sugestão de acordo, sem necessidade da atividade judiciária.

Decisões gerenciais mais fundamentadas

Escritórios e departamentos jurídicos analisam informações gerenciais para tomar decisões fundamentadas. Por meio da Inteligência Artificial, é possível extrair dados relevantes de um conjunto (data mining ou mineração de dados).

Um robô de automação, que pode estar presente em softwares de gestão jurídica, realiza um escaneamento das informações do escritório e, assim, possibilita ao gestor tomar decisões mais acertadas.

Isso acontece porque essa tecnologia identifica padrões nos perfis dos clientes e de possíveis ações, prevendo tendências e demandas. Munido dessas informações, o gestor do escritório ou departamento jurídico emite relatórios relevantes para realizar um planejamento estratégico.

Redução de gastos

A plataforma de inteligência artificial “Outside Counsel Insights (OCI)”, da IBM WATSON, foi criada por empresas para reduzir os gastos e avaliar os serviços prestados por seus advogados. Por meio de padrões, foram reveladas as ineficiências dos escritórios de advocacia em certas áreas. Isso não parece favorável aos escritórios, certo?

Entretanto, é possível utilizar essa mesma tecnologia a seu favor. Basta realizar uma análise de situações que poderiam remunerar melhor o profissional devido ao trabalho de maior valor. É possível, também, rever ou eliminar processos e áreas, causando redução de gastos e aumento na margem de lucro.

Os principais desafios de implantação dessa tecnologia

O advento da tecnologia no mercado jurídico causa temor nos profissionais. A consultoria Deloitte publicou um relatório afirmando que 31 mil postos de trabalho na área do Direito foram extintos. Por isso, o principal desafio de implantação dessa tecnologia se relaciona à necessidade de o profissional investir em novas habilidades para se manter no mercado - especialmente na interpretação de dados.

Para Bruno Feigelson, presidente da AB2l, esse é um dos principais desafios dessa tecnologia: “apesar de termos vencido o desafio no âmbito cultural em 2017, no sentido de mostrar para o universo jurídico as soluções tecnológicas existentes, há um grande desafio de ordem prática, que é a inexperiência dos advogados em lidar com elas”. O desafio será, portanto, a qualificação profissional.

A Inteligência Artificial no mercado jurídico já é realidade. Resta aos profissionais acompanharem esse desenvolvimento tecnológico, se capacitando para poder aproveitar seus benefícios! Quer saber mais sobre a IA no mercado jurídico? Continue acompanhando nosso canal de conteúdo!

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